INSTRUÇÕES SOBRE OS TRABALHOS A SEREM ENVIADOS AOS GRUPOS DE TRABALHO (GTs)

 

FORMATO DOS GTs

Forma de apresentação: Oral

Plataforma utilizada para os encontros: Será definida posteriormente (link de acesso será enviado ao e-mail cadastrado por pessoas autoras* principais.

Duração das salas do GT: 2 h e 30 min – sendo 2 h para apresentações e 30 minutos para orientações iniciais e diálogo entre apresentadores.

Regras de participação: Apenas uma pessoa realizará a apresentação

Limite de trabalhos por autores: É permitido enviar dois trabalhos como primeira pessoa autora. Não há limites para coautoria.

Apenas autores principais fazem a submissão na plataforma, indicando coautores.

Os trabalhos podem ser submetidos em língua portuguesa e espanhola.

A comissão científica do EDEA tentou ao máximo construir um texto a partir de uma linguagem neutra e que inclua a todas, todes e todos. Por isso optou por não usar símbolos como @ ou X, uma vez que pode dificultar a leitura de pessoas com deficiência visual ou de leitura, como dislexia. Assim, optamos por fazer uso de vários recursos de escrita como, não utilizar artigos ou trocá-los por outros sem gênero, assim como utilizar a forma plural quando nos referimos à pessoas.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

GT 1: Vida remota: repensando nossos modos de ser e estar no novo cotidiano

Vivemos tempos de suspensão, como bem pontuou Ailton Krenak, nos quais se tornou necessário pensar outros modos de ser e estar enquanto sociedade.  Todas as dimensões de nossas vidas, do privado ao público, tiveram que ser repensadas, reorganizadas. Entre as mudanças, a virtualidade passou a fazer parte da vida de uma parcela significativa das pessoas. No entanto, nem todas as pessoas conseguiram ingressar nesta vida remota. Inúmeras e inúmeros sujeitos continuam à margem, agora de mais essa realidade - a vida virtual. Pensando neste novo cotidiano a proposta deste GT é reunir trabalhos que discutam as possibilidades e os desafios vivenciados pelas e pelos diferentes sujeitos em suas muitas experiências cotidianas: da Educação Infantil à pós-graduação; da ética à estética; da participação em movimentos sociais e coletivos ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas; das realidades mapeadas e denunciadas por aqueles e aquelas que vivem à margem da sociedade e que, em suas resistências cotidianas, reinventam outros mundos.

GT 2: Corpos e territórios em resistência: Educação Ambiental cotidiana insurgente

O que acontece quando o solo é removido do território? O que acontece quando a carne é retirada do corpo?

Neste grupo de trabalho consideramos os corpos como território, lugar de luta e pertencimento. Neles, cada experiência se traduz em defesa, afeto e resistência. As sabedorias que os habitam são insurgentes e baseiam-se em sentir cada uma das vivências que os percorrem, ao significar essa existência. Pretendemos, então, desde um ponto de vista descolonial, feminista interseccional, antirracista, intercultural e coletivo, reunir trabalhos que questionem a homogeneização de saberes e a hegemonia de poder que colocam os corpos-territórios, em constantes conflitos.  Convidamos você a considerar os aspectos culturais e artísticos, simbólicos, filosóficos, econômicos, políticos e sociais que permeiam os corpos-territórios, como proposta de desenvolvimento para uma Educação Ambiental horizontal, ética e transformadora, aprendendo e construindo com outras pedagogias possíveis e silenciadas ao longo da história.

GT 3: (In)segurança alimentar na América Latina: luta, resistência e solidariedade

Segurança alimentar é caracterizada, de forma geral, pelo acesso permanente e contínuo à alimentação de qualidade. Tal acesso, dentro do sistema capitalista neoliberal, levanta uma infinidade de questões sociais, econômicas e políticas que precisam ser levadas em consideração na análise deste conceito e que pertencem ao campo epistemológico da Educação Ambiental. Na primeira metade do século XX, a ideia de Segurança Alimentar ganhou vida dentro da noção de segurança nacional dos Estados do Norte, através do combate à fome. Hoje está vinculada não apenas às políticas públicas estatais, mas também à luta da sociedade civil e de organismos internacionais que representam grupos de pessoas exploradas e expropriadas dentro do sistema social vigente. Dentro disso, a luta pelo direito à alimentação e nutrição de qualidade envolve as lutas pelo direito à terra, de produção de alimentos nas suas mais diversas formas e o direito de existir e resistir de grupos que sofrem opressões de classe, gênero e raça. Não existe segurança alimentar sem um ambiente equilibrado, sem respeitar a diversidade cultural e territorial de cada região e de cada população. Nesse sentido, este GT recebe trabalhos relacionados com o tema da segurança e soberania alimentar dentro da perspectiva da Educação Ambiental em suas diversas dimensões, como por exemplo:  injustiça social, racismo ambiental, ecofeminismos, luta pela terra, experiências em agroecologia, permacultura e etc.

GT 4: A Ética do Cuidado e as aprendizagens de si e para o outro em tempos de pandemia

Este GT se constitui como uma oportunidade e espaço de reflexão de questões subjetivas, negligenciadas e depositadas à margem das principais preocupações relacionadas aos impactos das múltiplas crises de nossa sociedade escancaradas pela pandemia provocada pela COVID-19. Entre as preocupações com as necessidades de vida diárias, estão as manifestações humanas que se expressam na materialidade dos corpos. A urgência em se pensar e viver a partir de uma ética que busque a compreensão, o diálogo e a solidariedade como um modo de existir e de interpretar as relações humanas, multiespécies e natureza é a questão que orienta esse GT. Uma ética que se fundamenta na conexão consigo e com o outro e onde o respeito ao direito e à escuta do outro seja complementar ao cuidá-lo de maneira responsável. Esse GT aceita trabalhos que ofereçam a oportunidade de refletir sobre atuação social e os modos de existir diversos; as relações sociais, acadêmicas, de afetos e de invisibilização das outridades; que problematizem as relações de poder e dominação onde o cuidado perde em importância em função de sua necessidade de ser governada por regras, normas e direitos e que convidem a pensar e sentir em profundidade o que será (e se haverá) das relações em um mundo pós pandemia.